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O curso de economia

A formação de um economista deve dar-lhe, antes de tudo, a necessária capacidade de abstração e análise, para que ele possa mover-se com tranqüilidade por todos os setores e áreas com os quais pode vir a trabalhar um economista, para que tenha capacidade de aprender rapidamente sobre os mais variados assuntos, e para que disponha ainda da necessária habilidade para compreender e analisar a cada momento um ambiente econômico em constante mutação.
 
Particularmente, ele deve ser capaz de acompanhar e entender o sentido do andamento da economia do país e do mundo, percepção que lhe será sempre necessária para enfrentar adequadamente os problemas específicos com os quais se defrontará. Para tanto, além do domínio do instrumental analítico, esse profissional deve ter também um substantivo conhecimento da realidade econômica do país, bem como de sua trajetória passada e recente. Finalmente, é preciso que ele tenha a necessária sensibilidade para entender o mecanismo econômico como parte de um todo maior, socialmente constituído, o que lhe permitirá perceber os limites do saber que opera e de sua aplicabilidade em cada situação, exercer o necessário espírito crítico e atuar eticamente, visando a melhoria econômica e social do país.
 
A estrutura curricular do curso de Economia da FEA procura oferecer ao aluno um conjunto de disciplinas capazes de contemplar todas essas competências. A capacidade analítica, o espírito crítico e a sensibilidade para entender o sistema econômico enquanto constituinte do todo social são providos pelas disciplinas eminentemente teóricas (sejam elas obrigatórias ou eletivas), e pelas disciplinas de formação social. Esses dois conjuntos abrangem as várias correntes em que hoje se divide a teoria econômica, a reflexão de natureza metodológica e assentada na história do pensamento econômico e, em seus mais diferentes aspectos, a discussão sobre o contexto social e institucional no qual se insere a economia. A formação instrumental é fornecida por um leque suficientemente amplo de disciplinas de caráter estatístico e econométrico, além da economia matemática e das matérias concernentes ao funcionamento prático do complexo mercado financeiro atual. Finalmente, o conhecimento da realidade brasileira é fornecido pelas disciplinas relacionadas à história econômica e à economia brasileira, além daquelas de teor mais aplicado (economia agrícola, finanças públicas, economia do trabalho etc.), as quais, no entanto, também contribuem para a formação teórica dos alunos.